Curso Preço Certo · Módulo 3 · Guia Rápido
Baseado na LC 214/2025 · Arts. 155 e 156

Simples Nacional ou
CBS/IBS pleno:
qual é melhor para mim?

A LC 214/2025 criou uma escolha estratégica que não existia antes: empresas do Simples Nacional podem optar pelo regime híbrido — recolhendo IBS e CBS fora do DAS. Este guia ajuda você a entender as diferenças e a tomar essa decisão com mais clareza.

01 · O que mudou com a LC 214/2025

Antes da Reforma, o Simples Nacional era simples de verdade: uma guia (DAS), uma alíquota, zero decisão estratégica sobre tributos. Com a LC 214/2025, isso muda. A partir de 2027, as empresas do Simples terão duas opções de recolhimento para IBS e CBS: continuar pelo DAS (regime tradicional) ou recolher esses dois tributos separadamente, pelo regime regular — o chamado Simples Híbrido.

Essa não é uma decisão técnica pequena. Ela impacta diretamente sua competitividade, especialmente se você vende para outras empresas. Quem vende apenas para consumidor final (pessoa física) quase sempre se sai melhor no Simples tradicional. Quem vende para empresas precisa avaliar — porque clientes do regime regular preferem fornecedores que gerem crédito pleno.

"Empresas do Simples Nacional poderão optar por apurar o IBS e a CBS pelo regime regular, gerando crédito pleno de IBS e CBS para seus compradores, mediante opção formal observando os prazos e regras estabelecidos."

LC 214/2025, Arts. 155 e 156 — Regime Híbrido do Simples Nacional
02 · Os dois caminhos — lado a lado
Simples Nacional Tradicional
DAS unificado — continuidade do modelo atual
Recolhimento unificado pelo DAS Uma guia, uma alíquota, menor burocracia. Você continua como hoje.
Menor custo administrativo Sem apuração separada de IBS e CBS. Sem obrigações acessórias adicionais.
Carga tributária geralmente menor Para quem vende para consumidor final, a alíquota efetiva do Simples costuma ser inferior ao CBS+IBS plenos.
Não gera crédito pleno para clientes Compradores do regime regular só se creditam do valor reduzido recolhido no DAS — não do CBS/IBS integral.
Risco de perda de competitividade B2B Empresas do regime regular preferem fornecedores que gerem crédito pleno. Você pode ser preterido em cotações.
Não aproveita crédito nas próprias compras No DAS tradicional, você não se credita do IBS/CBS pago nas suas aquisições de mercadorias e despesas.
Simples Híbrido — CBS/IBS por fora
IBS e CBS no regime regular · Demais tributos no DAS
Gera crédito pleno para compradores Clientes do regime regular podem aproveitar o CBS/IBS integral — você se torna fornecedor mais atrativo no B2B.
Aproveita crédito nas suas compras Mercadorias, frete, energia, aluguel, serviços — tudo gera crédito de IBS/CBS que abate o tributo a pagar.
Mantém DAS para os demais tributos IRPJ, CSLL, CPP e parcela remanescente continuam pelo Simples. Não é migração total de regime.
Maior complexidade operacional Apuração individualizada de IBS e CBS, obrigações acessórias adicionais, maior custo contábil.
Carga bruta de CBS+IBS é maior As alíquotas nominais (~26,5%) são maiores que a alíquota efetiva do Simples. O crédito das compras compensa — mas precisa ser calculado.
Opção irretratável por período definido Uma vez feita a opção, não dá para voltar antes do prazo. A decisão exige análise prévia cuidadosa.
03 · Decisor interativo — qual opção é melhor para mim?
Responda 5 perguntas e veja a recomendação
Baseado nas regras da LC 214/2025 e no perfil operacional do seu negócio
Progresso 0 de 5 perguntas
Pergunta 1 de 5
Para quem você vende principalmente?
O perfil dos seus clientes é o fator mais determinante nessa decisão. Clientes B2B exigem crédito. Clientes B2C não.
Pergunta 2 de 5
Qual é o seu volume de compras e despesas operacionais mensais?
Quanto mais você compra, maior é o crédito de CBS/IBS que pode aproveitar no regime híbrido — o que reduz a carga líquida.
Pergunta 3 de 5
Seus principais fornecedores estão em qual regime?
Só faz sentido migrar para o híbrido se seus fornecedores também recolherem CBS/IBS — caso contrário, você teria tributo a pagar sem crédito para compensar.
Pergunta 4 de 5
Como está sua capacidade de lidar com maior complexidade fiscal?
O Simples Híbrido exige apuração separada, mais obrigações acessórias e maior custo contábil. Avalie se sua estrutura comporta isso.
Pergunta 5 de 5
Você já perdeu ou corre risco de perder clientes B2B pela questão tributária?
Se clientes já pediram nota com crédito pleno ou sinalizaram preferência por fornecedores do regime regular, isso é um sinal claro.
04 · Checklist de preparação — independente da opção
O que todo comerciante do Simples precisa fazer antes de 2027
Mapeie seu perfil de clientes. Separe o percentual de vendas B2C (pessoa física) e B2B (empresas). Essa proporção determina o quanto o crédito importa para sua competitividade.
Identifique o regime dos seus principais fornecedores. Peça para seu contador mapear se os fornecedores mais relevantes estão no Simples ou no regime regular — isso define o crédito disponível no híbrido.
Calcule a carga tributária líquida em cada cenário. Use o comparativo de carga tributária e o simulador de crédito CBS/IBS disponíveis nesta plataforma.
Recalcule seu preço de venda para os dois cenários. A mudança de regime altera a carga tributária embutida no preço. Use a Calculadora de Markup para simular o impacto em cada produto.
Verifique os prazos de opção. A opção pelo regime híbrido é feita semestralmente (abril e setembro), com irretratabilidade pelo período. Fique atento ao calendário da Receita Federal a partir de 2027.
Consulte um profissional para a decisão final. Este guia orienta — mas a decisão envolve dados específicos do seu negócio, volume de compras, perfil de clientes e estrutura de custos. Um BPO financeiro ou contador faz essa análise com precisão.
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